quarta-feira, 11 de maio de 2011

Frostbite (Atari 2600)


Frostbite é um dos jogos mais simples, legais e viciantes do Atari. Você controla um esquimó que luta para construir a sua casa (iglu) e se abrigar nela. Para isso, deve pular sobre as plataformas de gelo que se posicionam em quatro linhas no oceano. Subindo em uma, ela perde a cor e não pode mais ser utilizada para a construção. Percorrendo todas as linhas, todo o gelo fica branco novamente, possibilitando a continuação do iglu, sendo que, em seguida, você ainda precisa entrar nele para fechar a fase. Bichos aparecem tanto no oceano (aves, caranguejos, piranhas e peixes) quanto na terra (urso polar). O gelo e os inimigos vão se movendo cada vez mais rápido com o passar das fases, se tornando um desafio ao seu reflexo, já que um toque neles ou no mar e você já era.


É típico jogo de plataforma, nem armas existem aqui. Sua única ferramenta é poder inverter o sentido da linha de gelo na qual você se encontra, mas cuidado, isso pode te deixar em maus lençóis depois, então eu diria para você fazer isso em último caso. O que vai te ajudar mesmo é a pontuação, que é aumentada somando-se o tempo restante, cada parte do iglu, subir em gelo branco e peixes que você consegue pegar. Após 5000 pontos, você ganha uma vida. Lembrando também que não há final, os mapas vão passando até você não aguentar mais.


O jogo é altamente recomendado e imperdível, especialmente para os retrogamers, já que muitos o colocam como um dos melhores do Atari (eu me incluo nessa). Ficou tão famoso que fãs criaram dois remakes para o PC, mas que não estão à altura do original, pois os controles são diferentes e esqueceram do comando que altera o sentido do gelo. De qualquer, estão aí para você conferir:

Glacial Adventure - Frostbite Remake
Frostbite Remake 1

quarta-feira, 4 de maio de 2011

[zerado] Spy vs Spy (Master System)


Spy vs Spy foi criado para os quadrinhos em 1961, para satirizar a espionagem na época da Guerra Fria e foi publicado na revista MAD, daí a propaganda na capa. Trata-se de dois espiões rivais idênticos (um vestido de branco, e o outro vestido de preto) que vivem aprontando um com o outro para atingir seus objetivos. Lá fora fez muito sucesso, então veio a consequencia natural, que é a elaboração de jogos sobre o tema. Nesta edição para Master System, que talvez seja a mais famosa e conhecida, a história se manteve.


Você controla um dos espiões. Sua meta é achar todos os itens secretos e levá-los até a saída antes que acabe o tempo, que varia conforme o tamanho do mapa. Seu rival convive no mesmo cenário e concorre com você para completar a missão, podendo inclusive roubar os itens que você encontrou. Aqui há maneiras de atrapalhar o seu adversário. Quando vocês estão na mesma tela, podem trocar socos e chutes. Estando separados, é permitida a armação de armadilhas em objetos (televisão, quadros) e nas portas para atrasar o outro. Não há limite de vidas, ambos podem morrer quantas vezes forem preciso, mas existe um tempo de respawn e uma penalidade por cada morte, que corresponde a uma diminuição do limite de tempo.


O jogo é mais complicado do que parece. Nas fases mais adiantadas, o cenário é muito grande e o mapa não ajuda muito, pois não mostra onde estão as escadas e as portas. Sendo assim, você pode ficar um bom tempo percorrendo-o até achar os itens e a saída. As armadilhas ajudam, mas, se o computador estiver numa dificuldade alta, ele não vai cair nela ou vai desarmá-la com um dos instrumentos que há pelo caminho, sendo que cada um é próprio para um tipo de armadilha. Em razão disso, fica cansativo jogar Spy vs Spy depois de um tempo. A boa notícia está no suporte a multiplayer, aí as coisas podem ficar dinâmicas, mas, no geral, é um game que não vale o esforço de jogar até o fim.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Review: Demon Driver - Time to Burn Some Rubber (Gameboy Advanced)


O título “Demon Drive - Time to Burn Rubber” chama atenção, concorda? Fui então conferir como é este jogo de corrida, até porque a sua visão por cima lembra um pouco Micro Machines, o qual vimos aqui que eu adoro. De início, o game parece simples, a tela de apresentação não te diz nada, não há qualquer animação. Achei estranho, mas fiz a aposta achando que o jogo seria ao menos razoável. Engano meu... Confira agora o primeiro review do blog sobre um jogo que eu passaria longe.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Rapidinhas!

- Sites de jogos digitalizados crescem









Jogos digitalizados são aqueles postos no site para serem jogados através do próprio navegador, sem a necessidade de baixá-lo. Alguns são mais conhecidos, como o IPlay e a versão de Portal, mais recentemente um amigo me trouxe o Gameboy Online e um site que portou mini-games (sim, aqueles mesmos que você jogava quando criança e enjoava alguns dias depois). Quem sabe agora você consiga jogar no "intervalo" do trabalho, hehe.


- Streets of Rage Remake causa euforia e polêmica












Criado pela Bombergames, o Remake do beat'em up para Mega Drive chegou finalmente a sua versão final após 8 anos em desenvolvimento. O fã game já prometia desde o primeiro release e foi muito bem recepcionado pelos jogadores, contando com uma coletânea dos três originais e diversos elementos novos, como 19 personagens selecionáveis. O sucesso abriu os olhos da SEGA, mas... para o mal. A empresa, detentora dos direitos de Streets of Rage, requisitou que o jogo não seja mais distribuído, alegando "proteção da propriedade intelectual". Tudo bem que a SEGA está no seu direito, mas será que foi essa a melhor decisão? Vale destacar que os criadores do Remake entraram em contato com a empresa para falar do projeto, mas não obtiveram resposta, nem mesmo quando versões alpha e beta vieram à público.



- Team Fortress 2 tem mais um campeonato










A Federação Brasileira de Team Fortress (FBTF) iniciou nessa última semana a quinta edição do seu principal campeonato: a Liga Brasileira de Team Fortress 2. A competição conta com 3 divisões (Elite, Central, Acesso) e, pela primeira vez, dois mapas são jogados em cada rodada. Logo após os primeiros confrontos, veio o update "Hatless", que alterou as características de algumas armas, a fim de adaptá-las ao cenário competitivo. O nome se deve à ausência de acessórios (chapéus ou medalhas) no pacote. Mais informações em:

- Roms são ilegais?










Como sabemos, rom é a imagem do jogo. Através de emuladores, é possível rodar essas roms e jogar como se estivesse no videogame. A questão é: isso é ilegal? O blog videogame.etc.br trouxe, no final do mês passado, um artigo muito interessante que ajuda a esclarecer e fomenta o debate. Segundo a matéria, aquela clássica frase que pede para você deletar a rom em 24h é pura lenda urbana e não consta em lei nenhuma. Aliás, a escassez de legislação sobre o tema é um dos obstáculos para se responder a pergunta. Dê uma lida no texto completo, inclusive vai te ajudar a entender um pouco o assunto SEGA x Bombergamers: LINK.



- Sonic completa 20 anos










Neste ano de 2011, comemoramos os 20 anos da criação de Sonic, o porco-espinho azul super veloz mascote da SEGA. O que está confirmado é que haverá um jogo que unirá a versão antiga do Sonic (menor e com olhos pretos) e a moderna (maior e com olhos verdes). O último trailer a respeito deste game, que deverá se chamar Sonic Generations, demonstra que a jogabilidade do antigo será a clássica 2D, enquanto a do novo será em 3D e pelas costas. Só não sabemos como eles conviverão dentro do game. Veja o vídeo:

quinta-feira, 14 de abril de 2011

[zerado] Dragon Ball Z - The Legacy of Goku 2 (Gameboy Advanced)


Quem nunca ouviu falar de Dragon Ball? O anime, que começou a ser passado por aqui pelo SBT quando o personagem principal, Goku, ainda era uma criança, fez um sucesso estrondoso no mundo todo. Não demorou muito para os jogos surgirem, aliás, eles vieram muito antes do seu final ser apresentado na TV. Enquanto quase todos eles foram de luta, no Gameboy Advanced vimos um estilo diferente.


A história se passa na saga de Cell, um guerreiro criado em laboratório com o DNA dos principais lutadores da série. Assim como o primeiro Legacy of Goku, trata-se de um RPG-Action, ou seja, você controla ativamente o seu personagem nas batalhas, não se deparando com turnos ou encontros aleatórios. Ao contrário da maioria dos jogos desse gênero, cada inimigo vencido te dá pontos de experiência que aumentam o seu level, te deixando mais forte e resistente. Esta sequencia é maior e você tem mais personagens do que no primeiro, são 5 selecionáveis e 1 secreto. A jogabilidade pode parecer estranha no início, mas é bem simples. Você pode se direcionar para os quatro cantos e desferir socos e magias, como o clássico kamehameha. Com o tempo, fica fácil vencer qualquer inimigo.


Embora seja baseado no anime, o enredo não segue inteiramente o oficial. Há missões paralelas e quests opcionais para você resolver até chegar na batalha contra Perfect Cell. O mundo é aberto, você pode andar livremente pelas áreas que você libera no decorrer do jogo. Algumas são restritas ao uso de certo personagem e também ao level que ele deve estar. Enquanto enfrenta animais selvagens e outros guerreiros, você conta com itens para ajudar na sua aventura, que podem aumentar um atributo ou recuperar HP e MP. No geral, o jogo é bem tranquilo e não vai te dar dor de cabeça terminá-lo.


Portanto, se você não gosta de encontros aleatórios e quer colocar à prova as suas habilidades de luta, não pode deixar de dar uma olhada neste jogo. Embora seja um RPG, podemos dizer que há um pouco de beat'em up, em razão da quantidade de inimigos que você enfrenta. A equação Dragon Ball + RPG + Ação deu bons resultados aqui.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

[zerado] Mystical Fighter (Mega Drive)


Mystical Fighter é um beat'em up bastante antigo, de 1991, e acabou pegando carona no sucesso que fez Streets of Rage, também lançado nesse ano. Embora não seja tão bom quanto este último, Mystical Fighter, chamado por alguns de Legend of Kabuki, dá conta do recado. Na história, você controla "guerreiros kabuki" que usam os tradicionais kimonos e penteados típicos em uma saga contra um grupo composto por ninjas, samurais e até criaturas lendárias.


A jogabilidade é típica do gênero. Você pode correr e efetuar um ataque, dar voadoras e sequencia de socos. A diferença fica por conta dos arremessos, já que existe mais de uma maneira de se jogar o adversário no chão após dominá-lo: girando-o e soltando, pulando e jogando no chão ou simplesmente arremessando. Além disso, há um sistema de magia semelhante ao de Golden Axe, ou seja, ela fica mais forte dependendo de quantos itens mágicos você acumular. As fases possuem armas também, mas são bem escassas, contando apenas com adagas e projéteis em forma de leque, que funcionam como um bumerangue. Tudo isso dá uma boa briga e um bom divertimento, no entanto, você precisa jogar na dificuldade mais difícil para acessar a última fase e ver o verdadeiro final, o que não é nada fácil.



Portanto, Mystical Fighter se mostra uma boa alternativa para você que gosta de pancadaria gratuita. Além da quantidade grande de inimigos, cada mapa possui um chefão, passagens secretas e armadilhas, deixando o jogo mais dinâmico. Dizem que a versão japonesa (Maou Renjishi) não é tão difícil quanto a tradicional, mas não testei. De qualquer forma, o ideal mesmo é jogar com um parceiro ao lado.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

[zerado] Chapolin x Drácula - Um Duelo Assustador (Master System)


Querido pelo país todo, a Tec Toy resolveu aproveitar a imagem do herói para lançar um hack do jogo Ghost House. O personagem principal (Mick) foi trocado por Chapolin Colorado e a história modificada. Enquanto Mick buscava tesouros da mansão, Chapolin quer apenas salvar a população das garras do drácula. É claro que também houve a tradução do jogo para o português e a inclusão de imagens contendo Chapolin falando suas clássicas frases, como "aproveitam-se da minha nobreza".


Embora o jogo pareça infantil, vai ser difícil alguma criança conseguir jogá-lo. As fases são todas dentro de uma mansão grande contendo diversos desafios. São vários monstros e armadilhas que ficam cada vez mais rápidos e fortes, além dos cinco dráculas que Chapolin deve destruir em cada uma delas. Nessa aventura em 2D, você tem liberdade para usar passagens secretas e andar pelo cenário que possui 3 andares. Só é possível matar os inimigos com socos e saltando em cima (exceto o drácula), sendo que a única arma que você tem é a marreta biônica, que pode ser adquirida pulando em cima dela. A arma dá mais dano e tem um alcance maior, no entanto, não diminui muito a dificuldade do jogo. Você vai suar para terminá-lo, especialmente a partir da 3° fase.


Portanto, Chapolin x Drácula, que à primeira vista parece casual, fornece um desafio aos jogadores hardcore, chegando a ser irritante às vezes, já que os dráculas são difíceis e alguns devem ser mortos mais de uma vez. A saída é apelar para a luz, que, ao ser tocada, paralisa todos os inimigos. No final das contas, é um game que fica no meio termo, pois diverte no início, mas é repetitivo e vai exigir (e muito) de você depois.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Review: Montezuma's Revenge (Atari)


Peço desculpas aos fãs de H.E.R.O e River Raid, mas, na minha opinião, Montezuma's Revenge é o melhor jogo de Atari. Na época que adquiri o jogo, perdi horas e horas com ele. Primeiro para fazê-lo pegar assoprando o cartucho, hehe; segundo para conseguir passar de fase. Hoje em dia eu consigo isso mais tranquilamente, o que me permite fazer uma análise legal do jogo. Vamos ver.

quarta-feira, 23 de março de 2011

[zerado] Sonic Advanced 2 (Gameboy Advanced)


Sonic Advanced 2 trouxe uma fórmula interessante. Em geral, os jogos do Sonic intercalam trechos de rapidez com plataforma, fazendo você tomar cuidado onde pisa e nem sempre correr a toda velocidade, especialmente nos chefões, cuja maior parte é meio parada e se resume a um ponto específico da tela. Já nessa segunda aventura para Gameboy Advanced, os momentos rápidos e dinâmicos constituem quase todo o mapa.

A história é a mesma de sempre. Você precisa reunir as esmeraldas do caos e derrotar seu arqui-inimigo Dr. Robotnik. Há quatro personagens para escolher: Tails, Knuckles, Cream e, é claro, Sonic, sendo que, após zerar o jogo por completo, você ainda tem Amy como opção. Cada um tem habilidades próprias e ataques específicos. Até agora nada muito diferente do primeiro Sonic Advanced (LINK). A distinção está na forma como se joga. Sonic Advanced 2 é bastante dinâmico. As fases já começam como se você estivesse apostando uma corrida. Loopings, retas, rampas e turbos estão presentes aos montes aqui. Para aumentar ainda mais a emoção, foram adicionados truques que você pode executar enquanto o personagem está no ar, que te ajudam a correr mais ou alcançar lugares mais altos. Em poucos momentos você não estará em alta velocidade, incluindo nos chefões.


Essa rapidez toda causa um problema, que é chegar na fase especial para pegar a esmeralda. Você fica tão ligado em correr que acaba deixando passar os emblemas que precisa coletar para chegar lá (7 ao todo, não precisava ser um número tão alto...). Além disso, os cenários são meio grandes e possuem vários caminhos até o final, o que aumenta o fator replay, mas dificulta a sua vida para finalizar o game todo, lembrando que isso, em tese, deve se feito com cada um dos personagens. Outro ponto negativo é a música, que está longe de estar entre os melhores temas da série.


Enfim, Sonic Advanced 2 trouxe um sistema tão legal que foi copiado no Sonic Rush, para Nintendo DS (LINK). Vale a pena jogá-lo, nem que seja para apenas terminar o game sem as esmeraldas mesmo. É diversão garantida, especialmente para quem gosta do porco-espinho.

terça-feira, 15 de março de 2011

Rapidinhas!

- Atualização do review do Dingoo A320










A Dynacom abaixou o preço do Dingoo A320 para a partir de R$ 160,00 (LINK). Com isso, várias pessoas estão adquirindo o aparelho e procurando saber como ele é. Já que o meu review estava desatualizado, escrevi um texto detalhando mais, especialmente a parte de emulação. Você pode conferir aqui:



- Gamebox recebe críticas















Quando lançado, o Gamebox causou uma euforia grande por possuir um bom hardware e, supostamente, emular bem jogos de arcade. Recentemente foi feito um review do console e foi visto que não é bem assim. A emulação é limitada e os controles são ruins. Confira a postagem completa no site GagaGames:


- Team Fortress 2









Com o Custom Maps Championship 4 (campeonato baseado em mapas não-oficiais) chegando ao fim, foi anunciada uma competição 1x1 com a classe scout. O grande diferencial é que há premiação em jogo. Veja mais detalhes aqui:


- Lançamento do Dingoo A380











Está confirmado o lançamento de um novo modelo do Dingoo: o A380. O fato do Gemei A330 não ter sido tão popular deve ter contribuído para que fabricassem uma espécie de A320 melhorado. Um site do Estados Unidos já colocou o aparelho para pré-venda (LINK), veja um vídeo dele funcionando em um tópico do DingooBR:


- MD Play = Gopher?












Conhecido por aqui como MD Play ou "Mega Drive portátil", o aparelho desapareceu pouco tempo depois que a Tec Toy o lançou. Apesar de não ser tão badalado, ainda tem gente a sua procura. Se é o seu caso, vale a pena procurar pelo Gopher, que, ao que parece, é como o MD Play, mas só é vendido no exterior. Comenta-se que ele também possui 20 jogos na memória e emula bem algumas roms de Mega Drive.


- Rom de Battle Kid é posta na internet















Por algum motivo, o jogo de tiro estilo Megaman, para Nintendo, não teve sua rom completa lançada, estando disponível apenas a demo, que continha só a primeira fase. Bom... até agora. No final do mês passado, foi publicada uma rom do game inteiro. Joguei até a segunda fase e é bem legal realmente. Você pode baixá-lo aqui: